sexta-feira, 5 de abril de 2013

Distúrbios alimentares na gravidez? Sim, eles existem

Por  em abr 5, 2013 - Gestação e Parto
Distúrbios alimentares na gravidez? Sim, eles existem

Gestantes também podem apresentar esses distúrbios, mas nem sempre eles são perceptíveis. Por isso, você que trabalha com as futuras mamães, precisa estar alerta para detectar qualquer anormalidade e ajudá-las a controlar o problema.
Nem tanto ao céu nem tanto à Terra. A alimentação durante a gravidez tem de ser equilibrada. Mitos como “a mãe deve comer por dois” ou, ainda, “ela tem de restringir tudo” estão ultrapassados e precisam ser combatidos.
Uma pesquisa britânica, da University College London (UCL) mostrou que um quarto das 700 mulheres grávidas entrevistadas tem preocupação excessiva com o seu peso e boa forma. Já, 7% sofrem de transtornos alimentares nos três primeiros meses da gravidez.
Outro dado preocupante é que 2% delas tinham hábitos muito perigosos para a própria saúde e também a do bebê: excesso de exercícios; jejum prolongado; indução ao vômito; consumo exagerado de laxantes e diuréticos. Tudo para não ganhar peso.
Outra parte das entrevistadas, no entanto, comia demais e perdia o controle da alimentação ao menos duas vezes por semana.
O que a pesquisa também alerta é que a os profissionais da saúde precisam estar mais atentos ao problema durante todo o pré-natal. É importante que as mulheres sejam investigadas pelos médicos sobre a presença dos transtornos alimentares em seu primeiro check-up.
Além dos efeitos psicológicos na gestante, os transtornos alimentares podem acarretar males como anemia e quedas de pressão na mãe e causar adeficiência de vitaminas e nutrientes importantes para o desenvolvimento dofeto.
Um dos obstáculos a ser vencido pelos profissionais da saúde é o receio das gestantes em falar sobre o problema, já que sentem medo do estigma ou de uma resposta pouco acolhedora.
Outro desafio é o de diferenciar os sintomas típicos da gravidez, como ganho de peso e vômitos, aos relacionados ao transtorno alimentar.
Uma forma de observar como está o quadro de saúde alimentar da gestante é por meio das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Institute of Medicine (EUA), que alertam que o ganho de peso na gravidez é diferenciado para as mulheres de acordo com o estado nutricional pré-gestacional, levando em conta o IMC (Índice de Massa Corporal).
Para ajudá-lo a ter mais subsídios sobre esses índices, veja a tabela:
entra tabela
Se você quiser saber mais sobre o tema, clique aqui para ler a matéria completa http://www.mjornal.com.br/fundacao/integra.asp?Codigo=90698
Mitos sobre gravidez
Na sua conversa com a gestante, vale aproveitar para quebrar alguns paradigmas que correm soltos por aí e que só atrapalham o bem-estar da futura mamãe e do bebê. Veja alguns deles:

1. Comer muito no período gestacional fortalece o bebê – o peso do bebê, segundo especialistas, depende da genética já herdada por ele. Mulheres que comem muito e ganham peso de forma significativa durante a gestação podem contrair a diabetes gestacional, que até aumenta o peso do bebê, mas não de forma benigna. Ou seja, um peso a mais que só faz mal.
2. Mães que comem demais na gravidez terão filhos obesos no futuro – realmente pode ser que a criança fique obesa, mas não porque a mãe comeu demais, mas porque, no útero, o bebê acostumou-se a essa dinâmica e provavelmente irá repeti-la em sua vida. O peso que pode vir no futuro está relacionado aos hábitos alimentares vivenciados na barriga da mãe.
3. Quanto mais come, mais leite a mãe vai ter – cada mulher produz uma determinada quantidade de leite, que também depende do tamanho das mamas. A alimentação da mãe não tem impacto na produção do leite.