
Gestantes também podem apresentar esses distúrbios, mas nem sempre eles são perceptíveis. Por isso, você que trabalha com as futuras mamães, precisa estar alerta para detectar qualquer anormalidade e ajudá-las a controlar o problema.
Nem tanto ao céu nem tanto à Terra. A alimentação durante a gravidez tem de ser equilibrada. Mitos como “a mãe deve comer por dois” ou, ainda, “ela tem de restringir tudo” estão ultrapassados e precisam ser combatidos.
Uma pesquisa britânica, da University College London (UCL) mostrou que um quarto das 700 mulheres grávidas entrevistadas tem preocupação excessiva com o seu peso e boa forma. Já, 7% sofrem de transtornos alimentares nos três primeiros meses da gravidez.
Outro dado preocupante é que 2% delas tinham hábitos muito perigosos para a própria saúde e também a do bebê: excesso de exercícios; jejum prolongado; indução ao vômito; consumo exagerado de laxantes e diuréticos. Tudo para não ganhar peso.
Outra parte das entrevistadas, no entanto, comia demais e perdia o controle da alimentação ao menos duas vezes por semana.
O que a pesquisa também alerta é que a os profissionais da saúde precisam estar mais atentos ao problema durante todo o pré-natal. É importante que as mulheres sejam investigadas pelos médicos sobre a presença dos transtornos alimentares em seu primeiro check-up.
Além dos efeitos psicológicos na gestante, os transtornos alimentares podem acarretar males como anemia e quedas de pressão na mãe e causar adeficiência de vitaminas e nutrientes importantes para o desenvolvimento dofeto.
Um dos obstáculos a ser vencido pelos profissionais da saúde é o receio das gestantes em falar sobre o problema, já que sentem medo do estigma ou de uma resposta pouco acolhedora.
Outro desafio é o de diferenciar os sintomas típicos da gravidez, como ganho de peso e vômitos, aos relacionados ao transtorno alimentar.
Uma forma de observar como está o quadro de saúde alimentar da gestante é por meio das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Institute of Medicine (EUA), que alertam que o ganho de peso na gravidez é diferenciado para as mulheres de acordo com o estado nutricional pré-gestacional, levando em conta o IMC (Índice de Massa Corporal).
Para ajudá-lo a ter mais subsídios sobre esses índices, veja a tabela:
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Se você quiser saber mais sobre o tema, clique aqui para ler a matéria completa http://www.mjornal.com.br/fundacao/integra.asp?Codigo=90698
Mitos sobre gravidez
Na sua conversa com a gestante, vale aproveitar para quebrar alguns paradigmas que correm soltos por aí e que só atrapalham o bem-estar da futura mamãe e do bebê. Veja alguns deles:1. Comer muito no período gestacional fortalece o bebê – o peso do bebê, segundo especialistas, depende da genética já herdada por ele. Mulheres que comem muito e ganham peso de forma significativa durante a gestação podem contrair a diabetes gestacional, que até aumenta o peso do bebê, mas não de forma benigna. Ou seja, um peso a mais que só faz mal.
2. Mães que comem demais na gravidez terão filhos obesos no futuro – realmente pode ser que a criança fique obesa, mas não porque a mãe comeu demais, mas porque, no útero, o bebê acostumou-se a essa dinâmica e provavelmente irá repeti-la em sua vida. O peso que pode vir no futuro está relacionado aos hábitos alimentares vivenciados na barriga da mãe.
3. Quanto mais come, mais leite a mãe vai ter – cada mulher produz uma determinada quantidade de leite, que também depende do tamanho das mamas. A alimentação da mãe não tem impacto na produção do leite.