quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Presidente da CUT diz que, apesar de queda, Brasil continua gerando empregos

Presidente da CUT diz que, apesar de queda, Brasil continua gerando empregos

21/08/2013 - 19h52
Segundo Freitas, apesar da redução, “o Brasil continua gerando empregos”, ao contrário de economias em crise, que sequer estão criando postos de trabalho. “Meus colegas sindicalistas da Europa e dos Estados Unidos não têm a possibilidade de discutir a variação da quantidade de empregos que foi criada. O que existe lá é taxa de desemprego e como é que evita o desemprego em massa que está ocorrendo”, disse.
Os dados do Caged, divulgados hoje, mostram que o saldo líquido da geração de empregos em julho foi o mais baixo dos últimos dez anos, com a criação de 41,4 mil postos - resultado de 1.781.308 admissões e 1.739.845 demissões. Um desempenho pior ocorreu em julho de 2003, com 37,2 mil. No mesmo mês do ano passado, o volume de empregos gerados foi 142,4 mil - mais de 100 mil acima do que o resultado deste ano.
Apesar de relativizar a queda, Freitas reconheceu que os números de geração de emprego preocupam os sindicalistas e ressaltou que o resultado do Caged em julho deve ser tomado como um “alerta” para o governo e para as centrais. “Queremos, evidentemente, que se gere mais emprego sempre. Esse dado do Caged é um alerta para a gente continuar, nas negociações salariais, a colocar o tema geração de emprego e manutenção de emprego como prioridade das nossas pautas”.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também minimizou o resultado do Caged. Disse que o Brasil “tem dado goleada” em qualquer comparação de estatísticas de geração de emprego. “No acumulado, é indiscutível que a política de pleno emprego está em vigor”, declarou. Edição: Aécio Amado
Agência Brasil